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Os Católicos NÃO ADORAM Maria! Será mesmo?



           Bem, primeiramente consideremos um dos argumentos católicos que afirmam que eles não ADORAM MARIA, mas que sim a VENERAM. Bem, quanto a isso o melhor argumento ainda é o dicionário que diz que Veneração é: Ação ou efeito de venerar. Admiração excessiva por algo ou por alguém, geralmente, ocasionada pela demonstração de talento, poder, honestidade etc., do que ou de quem é alvo dessa admiração; Ação de cultivar imagens sagradas ou santos: veneração de uma imagem santa. Sinônimos de Veneração: adoração, consideração, culto, homenagem e respeito. Quanto a este ponto quero chamar a atenção basicamente para os sinônimos, onde vemos que é o mesmo que adorar, claro não bastasse a descrição, fica óbvio que VENERAR e ADORAR são a mesma coisa. Até aí tudo bem. Não há porque discutirmos isso! Quando estudamos os DOGMAS CATÓLICOS notamos que o alto clero, a seu modo tenta, orientar seus adeptos de modo que não pequem contra Deus em ações de idolatria. Quanto a isso a Igreja Católica distingue três tipos de veneração: "latria" (a adoração devida só a Deus), "dulia" (a honra apropriada aos santos e anjos do céu) e "hiperdulia" (uma honra especial dedicada a Maria). Entre "latria" e "dulia" não existe uma diferença de graus, mas sim de tipos: "dulia" e "latria", devem ser tão distantes como a criatura do Criador. O Concílio Vaticano II afirmou que "criatura alguma jamais poderá ser comparada com o Verbo encarnado e Redentor" (LG 62). Esta afirmação também é válida para a Mãe de Deus: "A Igreja não hesita em confessar esta função subordinada de Maria" (LG 62). Contudo é notório que a membresia católica, e até alguns padres, desconhecem ou ignoram estas regras eclesiásticas. Daí alguns a cultuarem, de modo equívoco, em termos de igualdade a do Senhor Jesus. Logo, os possíveis excessos entre os fiéis são contrários ao explícito ensinamento da Igreja e não deveriam representar a correta prática católica.  
         Outro detalhe, quase linguístico que parece confundir muitos fiéis é o termo: “BEM AVENTURADA” que para muitos soa como um título, ou algo que o valha. Note que “bem aventurada” significa: FELIZ. Pois é, nossa irmã Maria COM CERTEZA foi a MAIS FELIZ de todas as mulheres pois foi o instrumento para a vinda do aguardado Messias. Quanto a ter sido instrumento de Deus, os católicos, insistem em torna-la santíssima (Outro equívoco, pois somente DEUS é santíssimo!) e exaltá-la por sua perfeição. Algo absurdo dentro da visão bíblica. Pois é pela nossa pequenez e incapacidade natural que ao manifestarmos a Glória de Deus o exaltamos. Observe quando o apóstolo Paulo afirma: "Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. (2 Coríntios 12:9) a Bíblia também afirma que todos pecamos e destituídos estamos da Glória de Deus (Rm 3:23) Em Tiago 5:17 o evangelista afirma que mesmo Elias sendo um homem como outro qualquer, ainda assim o Poder de Deus se manifestou por intermédio dele. Em outras palavras, o Evangelho, a Boa Nova de Cristo não exalta homem ou mulher algum, antes nos iguala, nos agrega num só corpo, tendo Ele como cabeça e fonte Poder e Graça. Afirmar que Maria era uma mulher como qualquer outra não é falta de respeito ou desonra, antes é algo maravilhoso e digno de júbilo. Pois se ela pode ser usada de modo tão tremendo é sinal de que outras pessoas também podem. Jesus nos afirmou que faríamos obras maiores das que Ele próprio fazia (João 14:12).
           Os verdadeiros evangélicos, que são Cristãos, pois quem os olha vê a Cristo, não desprezam Maria, outrossim a tem em lugar de honra ao lado dos grandes apóstolos e pregadores bíblicos. E de igual modo extraímos de seu testemunho importantes lições e ensinamentos para permanecermos no verdadeiro Caminho que é Cristo Jesus.
Ainda quero tratar de mais um tema polêmico: A virgindade PERPÉTUA de Maria. A posição oficial da Igreja Católica é de que Maria, permaneceu virgem por toda a sua vida. Porém, na Bíblia podemos ver que a virgindade perpétua de Maria não é ensinada. Em Mateus 1:25 lemos: “ Ele (José) não teve relações com ela até que ela deu à luz um filho, e deu-Lhe o nome Jesus.” Ele, José, não teve relações sexuais com ela, Maria, ATÉ que ela desse à luz Jesus. O significado desta passagem é claro. José e Maria não tiveram relações sexuais até que Jesus nascesse. Contudo, após o nascimento do menino, nada os impedia de terem relações e de gerarem outros filhos, afinal eram casados e amados por Deus que de modo algum humilharia a Jose e muito menos a Maria, sua serva fiel e valorosa. Vemos em Mateus 13:55-56: “Não é ele o filho do carpinteiro? A sua mãe não é Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão as Suas irmãs todas conosco?” Os católicos afirmam, corretamente, que os termos gregos para “irmãos” e “irmãs” nestes versos poderiam também se referir a parentes do sexo masculino e feminino, não necessariamente a irmãos e irmãs, literalmente. Entretanto, o significado intencionado é claro; eles pensaram que Jesus era o filho de José, filho de Maria, e irmão de Tiago, José, Simão e Judas, e o irmão de algumas irmãs cujos nomes e número não conhecemos. Pai, mãe, irmão, irmã. Interpretar irmãos e irmãs, aqui, como “primos” ou “parentes”, depois de mencionar o pai e a mãe de Jesus, é torcer o significado do texto. Em Mateus 12:46 lê-se: “Enquanto Ele ainda falava às multidões, Sua mãe e Seus irmãos apareceram do lado de fora, desejando Lhe falar.” Veja também Marcos 3:31-34; Lucas 8:19-21; João 2:12; e Atos 1:14. Todas estas passagens mencionam a mãe de Jesus e Seus irmãos. Se fossem seus primos, ou os filhos de José em um casamento anterior, por que seriam mencionados juntamente com Maria, tão frequentemente? A virgindade perpétua de Maria não pode ser vista nas Escrituras. Entretanto é importante compreender que a Igreja Católica crê na virgindade perpétua de Maria, pois a vê como “a Mãe de Deus” e “Rainha do Céu”. Os católicos crêem que Maria tem um lugar exaltado no Céu, com o mais restrito acesso a Cristo. Tal conceito não é ensinado, em lugar algum, na Bíblia. Mas, ainda que Maria ocupasse esta posição tão exaltada, ter ou não ter tido relações sexuais não teria impedido que ganhasse tal posição. O sexo dentro do casamento não é pecado. Maria não teria, de forma alguma, se degradado por ter relações sexuais com José, seu marido. Todo o conceito da virgindade perpétua de Maria está baseado em um ensinamento não-bíblico, Maria como Rainha do Céu, e uma compreensão de sexo também não-bíblica. É também bom lembrar que os evangelistas TIAGO e JUDAS,são irmãos de JESUS!
            E já que estamos pisando em ovos, melhor fazermos logo uma gemada completa. Maria é MÃE DE DEUS? Primeiro é bom saber que o uso dessa expressão: "Maria, mãe de Deus" somente foi oficialmente adotado no Concílio de Éfeso no século V. Quando teólogos se reuniram em Éfeso, uma cidade conhecida por sua exaltação de uma deidade feminina (veja Atos 19:23-41), não se contentaram em estudar o que as Escrituras diziam sobre a humanidade e a divindade de Jesus Cristo. Para defender o fato que Jesus é Deus, eles argumentaram assim: "Emanuel realmente é Deus, e a santa Virgem é, portanto, Mãe de Deus" (John A. Hardon, S.J., The Catholic Catechism, 135). Superficialmente, a lógica parece válida, e assim foi oficializado o dogma de "Theotokos" (Mãe de Deus), uma doutrina que não se encontra na Bíblia. O Referido Concílio proclamou que "se alguém não confessa que o Emanuel é verdadeiramente Deus, e que por isso a Santíssima Virgem é Mãe de Deus, já que engendrou segundo a carne o Verbo de Deus encarnado, seja anátema". JESUS, A encarnação do Verbo (Jo 1:1-3, 14) se deu de forma sobrenatural. O Deus Filho se fez homem no ventre de Maria. A Triunidade (Deus Pai,Deus Filho e Espírito Santo) não tiveram começo e nem terão fim. As três Pessoas possuem os mesmos atributos de onipresença, onipotência, onisciência, imutabilidade e eternidade. Logo, Jesus Cristo, o Filho de Deus não começou a existir somente a partir do momento em que foi concebido no ventre de Maria ou a partir do momento em que veio à luz. Falando sobre a sua eternidade, Jesus disse: “Antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.58) e afirmou: “O Filho do Homem está no céu” (Jo 3.13). Jesus Cristo não teve princípio, nem fim, pois Ele é Deus. Sendo Deus, Ele é Eterno. Em Ap 1:8, vemos o próprio Jesus Cristo falando sobre Sua Eternidade e Onipotência: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso. “A Bíblia trata Maria como mãe de Jesus (Mt 12.47), e o próprio Jesus, na cruz, tratou Maria como sua mãe (Jo 19.27). Apesar disso, a Bíblia não nos dá suporte para conferirmos a Maria, o título de mãe de Deus.
         Na verdade, ainda teria MUITO mais para escrever, mas por ora vamos ficando por aqui e que o Espírito Santo de Deus nos oriente e console para que a verdade das Escrituras nos alcancem com Poder e Majestade e mudem o nosso viver.
            Paz a todos!

                                                                                                                                                Ney Bellas




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