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As Lições das Flores




E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Mateus 6:28 e 29.

Em Mateus 6:26 Jesus declarou que, observando as aves, podíamos aprender uma lição sobre a preocupação. Agora, nos versículos 28-30, Ele chama a nossa atenção para a lição similar apresentada pelas flores.

Um dos pontos focais do ensino de Jesus sobre as flores é o forno, mencionado no versículo 30. Os fornos da Palestina eram feitos de barro. Pareciam uma caixa, colocada sobre o fogo. Quando a cozinheira desejava aumentar a temperatura rapidamente, lançava um punhado de ervas secas e flores silvestres no forno e ateava fogo nelas.

As flores tinham um período de vida relativamente curto antes de serem atiradas no forno para acelerar a cozedura. As flores secas não prestavam para nada a não ser para serem usadas como combustível no preparo do pão, apesar disso Deus as vestia com uma beleza que nem mesmo Salomão conseguiu imitar.

O argumento de Jesus é este: Se Deus dá beleza a uma flor de vida tão curta, não devotará maior cuidado a Seus filhos humanos? Aquele que é generoso o bastante para esbanjar beleza numa flor [efêmera], certamente não se esquecerá de nós, os seres humanos, a obra coroadora da criação de Deus.

Naturalmente, a maioria de nós não usa ervas nem flores secas em nossos fornos. Mas a maioria de nós do século vinte continuamos a admirar a beleza das flores. Admiramo-las tanto que gastamos grandes somas de dinheiro para comprá-las em festas de casamento, dia dos namorados, etc.

Não podemos, porém, conservá-las por tempo indefinido. Desde o momento em que as cortamos, elas começam a murchar e a morrer. Levamo-las para casa no auge de sua beleza, mas acabam indo para o lixo dentro de poucos dias.

As pessoas, porém, não foram criadas para um tempo limitado, e sim para a eternidade. Quando compreendemos o fato de que Deus já deu vida eterna a todo cristão (ver João 3:36; 5:24), começamos a entender por que temos tão poucas razões para preocupar-nos.

Autor:Pr. Norberto Carlos Marquardt (pastornorberto@ilna.org.br)

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