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Vida Missionária...


"Deus é o nosso refúgio e a nossa força, socorro que nao falta em tempos de aflição". SI 46.1

Queridos, a Paz do Senhor!
O mês de outubro foi de luta, passamos por uma forte prova, Isabel e o Ian ficaram doentes ao mesmo tempo na aldeia, mas resolvemos esperar um pouco para sair da área, medicando-os com os remédios que tínhamos em casa, porém eles não estavam melhorando, Isabel estava com febre e mesmo dando o remédio a febre não baixava, pensávamos que fosse malária, o Ian de cinco messes estava com uma diarréia forte e estava emagrecendo rápido. Então resolvemos sair da aldeia o mais rápido possível para Oiapoque, só que tinha um pequeno problema a hora da maré havia passado e o igarapé estava seco. Fui até o Edielso e perguntei se ele poderia ir comigo para me ajudar, ele se prontificou imediatamente. Nunca passamos tanto aperto como neste dia, parecia que o igarapé tinha crescido e que nunca iria acabar, a Raquel estava com as crianças na canoa, eu e o Edielso íamos pelo lado de fora pela lama puxando a canoa, num sol quente de meio dia, as crianças estavam chorando muito, Isabel quase desmaiando e o Ian com uma diarréia que não parava, Raquel não sabia quem acudia e eu sem poder fazer nada, pois estava dentro da lama. Quando saímos do igarapé e entramos no Rio Oiapoque o motor não queria pegar, ficamos uns quinze minutos tentando fazer o motor pegar, graças a Deus depois de várias tentativas conseguimos e fomos direto para o hospital, Bebei tomou uma injeção de dipirona e ficou no soro e para o Ian compramos uma caixa de florax flaconet para regular o intestino e soro oral. Queridos em 8 anos nesta região passamos várias dificuldades em nossas viagens para a aldeia como: o motor quebrando a noite dentro do igarapé, dormir no igarapé, passar horas presos nos barrancos no rio, mas nunca tinha visto minha esposa derramar uma lágrima, pela primeira vez isto aconteceu naquele dia, e ao ver suas lágrimas, isso mexeu muito comigo, porque parecia que não chegaríamos a tempo de levar as crianças ao médico, diante disto me indaguei durante toda viagem: "Senhor aonde eu tenho levado minha família, porque sacrificar meus filhos eles são tão pequenos!". Dificilmente recebemos cartas com palavras de ânimo, as vezes parece que estamos sozinhos no campo.
CERTEZA DO CHAMADO: Amados, temos a certeza que o Senhor nos chamou para a Sua maravilhosa Obra entre os índios Karipuna e aqui estamos com toda perseverança. A nossa oração é que o amor por missões nunca se esfrie dentro do nosso coração e no coração da
amada igreja.
NECESSIDADES: Nossa canoa tipo voadeira precisa de uma pequena reforma, soldar rachaduras nas laterais e no porão por onde entra água e também de uma pintura. O motor de popa precisa de limpeza no carburador e comprar peças reservas (hélice, velas, óleo) para não corremos o risco de ficar a deriva no meio do rio. No mês de outubro tivemos dificuldades de fazer nosas viagens para aldeia, fomos apenas uma vez, o que nos incomoda bastante, todo mês é uma luta para comprar os suprimentos e realizar as viagens. Orem nesse favor! Semana passada teve dois dias de chuva na aldeia e molhou tudo de nossa casa nem a nossa cama escapou, o vazamento ocorre pelos pregos e por algumas telhas que estão rachadas, precisamos com urgência construir outra casa na aldeia, começamos a tirar as madeiras, mas demos uma parada, pois a moto-serra quebrou e está no concerto, o próximo passo é comprar as telhas de brasilit.
VITÓRIAS: Em meio as lutas e tantas necessidades a obra de Deus tem avançado. No mês de dezembro estaremos consagrando o nosso irmão indígena Edielso ao ministério pastoral na aldeia Kunanã, algo histórico e marcante na vida deste jovem e também para a aldeia. Obrigado pelas ofertas, orações e sabeis que vós sois participantes deste fruto que havemos de colher.
No precioso amor do Mestre. Pr. Sidney e Pra. Raquel da Silva E-mail: prsidneyeraquel@yahoo.com.br

Extraído:Informativo de Evangelização, Discipulado e Missões da IBZN -Fabiano Fialho - fialhofabiano@hotmail.com - 27/11/09

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